Feeds:
Posts
Comentários

Noam Chomsky

Em entrevista à publicação alemã Freitag, Noam Chomsky fala da pressão dos EUA e de Israel sobre o Irã e seu significado geopolítico. “O Irã é percebido como uma ameaça porque não obedeceu às ordens dos Estados Unidos. Militarmente essa ameaça é irrelevante. Esse país não se comportou agressivamente fora de suas fronteiras durante séculos. Israel invadiu o Líbano, com o beneplácito e a ajuda dos EUA, até cinco vezes em trinta anos. O Irã não fez nada parecido”, afirma.



Barak Obama obteve em 2009 o Prêmio Nobel da Paz enquanto enviava mais tropas ao Afeganistão. O que ocorreu com a “mudança” prometida?

Chomsky: Sou dos poucos que não está desiludido com Obama porque não depositei expectativas nele. Eu escrevi sobre as posições de Obama e suas perspectivas de êxito antes do início de sua campanha eleitoral. Vi sua página na internet e para mim estava claro que se tratava de um democrata moderado ao estilo de Bill Clinton. Há, claro, muita retórica sobre a esperança e a mudança. Mas isso é como uma folha em branco, onde se pode escrever qualquer coisa. Aqueles que se desesperaram com os últimos golpes da era Bush buscaram esperanças. Mas não existe nenhuma base para expectativa alguma uma vez que se analise corretamente a substância do discurso de Obama.

Seu governo tratou o Irã como uma ameaça em função de seu programa de enriquecimento de urânio, enquanto países que possuem armas nucleares como Índia, Paquistão e Israel não sofrem a mesma pressão. Como avalia essa maneira de proceder?

Chomsky: O Irã é percebido como uma ameaça porque não obedeceu às ordens dos Estados Unidos. Militarmente essa ameaça é irrelevante. Esse país não se comportou agressivamente fora de suas fronteiras durante séculos. O único ato agressivo se deu nos anos 70 sob o governo do Xá, quando, com apoio dos EUA, invadiu duas ilhas árabes. Naturalmente ninguém quer que o Irã ou qualquer outro país disponha de armas nucleares. Sabe-se que esse Estado é governado hoje por um regime abominável. Mas apliquem-se os mesmos rótulos aplicados ao Irã a sócios dos EUA como Arábia Saudita ou Egito e só se perderá para o Irã em matéria de direitos humanos. Israel invadiu o Líbano, com o beneplácito e a ajuda dos EUA, até cinco vezes em trinta anos. O Irã não fez nada parecido.

Apesar disso, o país é considerado como uma ameaça…

Chomsky: Porque o Irã seguiu um caminho independente e não se subordina a nenhuma ordem das autoridades internacionais. Comportou-se de modo similar ao que fez o Chile nos anos setenta. Quando este país passou a ser governado pelo socialista Salvador Allende foi desestabilizado pelos EUA para produzir “estabilidade”. Não se tratava de nenhuma contradição. Era preciso derrubar o governo de Allende – a força “desestabilizadora” – para manter a “estabilidade” e poder restaurar a autoridade dos EUA. O mesmo fenômeno ocorre agora na região do Golfo. Teerã se opõe à autoridade dos EUA.

Como avalia o objetivo da comunidade internacional ao impor graves sanções a Teerã?

Chomsky: A comunidade internacional: curiosa expressão. A maioria dos países do mundo pertence ao bloco não alinhado e apóia energicamente o direito do Irã de enriquecer urânio para fins pacíficos. Tem repetido com freqüência e abertamente que não se considera parte da denominada “comunidade internacional”. Obviamente pertencem a ela só aqueles países que seguem as ordens dos EUA. São os EUA e Israel que ameaçam o Irã. E essa ameaça deve ser tomada seriamente.

Por que razões?

Chomsky: Israel dispõe neste momento de centenas de armas atômicas e sistemas de lançamento. Destes últimos, os mais perigosos provem da Alemanha. Este país fornece submarinos nucleares Dolphin, que são praticamente invisíveis. Podem ser equipados com mísseis nucleares e Israel está preparado para deslocar esses submarinos para o Golfo. Graças à ditadura egípcia, os submarinos israelenses podem passar pelo Canal de Suez.

Não sei se isso foi noticiado na Alemanha, mas há aproximadamente duas semanas a Marinha dos EUA informou que construiu uma base para armas nucleares na ilha Diego Garcia, no oceano Índico. Ali seriam estacionados os submarinos equipados com mísseis nucleares, inclusive o chamado “destruidor de bunkers”. Trata-se de projéteis que podem atravessar muros de cimento de vários metros de espessura. Foram pensados exclusivamente para uma intervenção no Irã. O destacado historiador militar israelense Martin Levi van Creveld, um homem claramente conservador, escreveu em 2003, imediatamente após a invasão do Iraque, que “depois desta invasão os iranianos ficaram loucos por ainda não terem desenvolvido nenhuma arma atômica”. Em termos práticos: há alguma outra maneira de impedir uma invasão? Por que os EUA ainda não ocuparam a Coréia do Norte? Porque ali há um instrumento de dissuasão. Repito: ninguém quer que o Irã tenha armas nucleares, mas a probabilidade de que o Irã empregue armas nucleares é mínima. Isso pode ser comprovado nas análises dos serviços secretos estadunidenses. Se Teerã quisesse equipar-se com uma só ogiva nuclear, provavelmente o país seria arrasado. Uma fatalidade deste tipo não é do gosto dos clérigos islâmicos no governo: até agora eles não mostraram nenhum impulso suicida.

O que pode fazer a União Européia para dissipar a tensão desta situação tão explosiva?

Chomsky: Poderia reduzir o perigo de guerra. A União Européia poderia exercer pressão sobre Índia, Paquistão e Israel, os mais proeminentes não assinantes do Tratado de Não Proliferação Nuclear, para que finalmente o assinem. Em outubro de 2009, quando se protestou contra o programa atômico iraniano, a AIEA (Agência Internacional de Energia Atômica) aprovou uma resolução, que Israel desafiou, para que este país assinasse o Tratado de Não-Proliferação de Armas Nucleares e permitisse o acesso de inspetores internacionais aos seus sistemas nucleares. A Europa e os EUA trataram de bloquear essa resolução. Obama fez Israel saber imediatamente que não devia prestar nenhuma atenção a esta resolução.

É interessante o que acontece na Europa desde que a Guerra Fria acabou. Quem acreditou na propaganda das décadas anteriores devia esperar que a OTAN se dissolvesse em 1990. Afinal, a organização foi criada para proteger a Europa das “hordas russas”. Agora já não existem “hordas russas”, mas a organização se expande e viola todas as promessas que fez a Gorbachev, que foi suficientemente ingênuo para acreditar no que disseram o presidente Bush e o chanceler Kohl, a saber: que a OTAN não se deslocaria um centímetro na direção do leste europeu. Na avaliação dos analistas internacionais, Gorbachev acreditou em tudo o que eles disseram. Não foi muito sábio. Hoje a OTAN expandiu a grandes territórios do Leste e segue sua estratégia de controlar o sistema mundial de energia, os oleodutos, gasodutos e rotas de comércio. Hoje é uma mostra do poder de intervenção dos EUA no mundo. Por que a Europa aceita isso? Por que não se coloca de pé e olha de frente para os EUA?

Ainda que os EUA pretendam seguir sendo uma superpotência militar, a sua economia praticamente desmoronou em 2008. Faltaram bilhões de dólares para salvar Wall Street. Sem o dinheiro da China, os EUA talvez tivessem entrada em bancarrota.

Chomsky: Fala-se muito do dinheiro chinês e especula-se muito a partir deste fato sobre um deslocamento do poder no mundo. A China poderia superar os EUA? Considero essa pergunta uma expressão de extremismo ideológico. Os Estados não são os únicos atores no cenário mundial. Até certo ponto são importantes, mas não de modo absoluto. Os atores, que dominam seus respectivos Estados, são sobretudo econômicos: os bancos e as corporações. Se examinamos quem controla o mundo e determina a política, vamos nos abster de afirmar um deslocamento do poder mundial e da força de trabalho mundial. A China é o exemplo extremo. Ali se dão interações entre empresas transnacionais, instituições financeiras e o Estado na medida em que isso serve a seus interesses. Esse é o único deslocamento de poder, mas não proporciona nenhuma manchete.

Tradução para o SinPermiso: Angel Ferrero

Tradução para a Carta Maior: Katarina Peixoto

Fonte original: http://www.freitag.de/politik/1013-iran-obama-weltordnung-sanktionen

EXCLUSÃO É TEMA DE EXPOSIÇÃO NA CASa FRANÇA-BRASIL – veja na TVZO

Conceito de RIZOMA é um modelo descritivo ou epistemológico na teoria filosófica de Gilles Deleuze e Félix Guattari.

VERDADES E MENTIRAS

Algumas dúvidas surgem  em torno de bons papos em mesas-redondas…de bares e que sugerem um aprofundamento. Temas como política, mpb e futebol prevalescem e quase sempre deixa no ar alguma inquietação. Nada que mais um bom gole sublime e gere uma pausa para a próxima discussão. Ontem, por exemplo, foi uma dessas noites que o tema política predominou. Conversou-se sobre política internacional do governo Lula, educação, Belo Monte, etc. Das várias dúvidas que surgiram naquele encontro, a que me fez correr mais tarde para o computador e pesquisar em diversos blogs, páginas de partidos políticos e jornais eletrônicos foi a a afirmação de um dos componentes daquela mesa-redonda de bar de que , atualmente no governo Lula os cargos de diretoria das estatais  estavam nas mãos de funcionários de carreira e não de tecnocrátas sem afinidades com as instituicões assinaladas: Petrobras, Vale, BNDES entre outras, pois bem vejamos:

RECENTE HISTÓRIA DA PETROBRAS (FHC e LULA)

Matérias relevantes:

  • REICHSTUL.O economista e banqueiro presidiu a Petrobras de março de 1998 até 2 de janeiro DE 2002.

GLOBO EM CRISE – OBSERVATÓRIO DAIMPRENSA

Sobre  o ex-presidente da Petrobras Philippe Reichstul  / GLOBO/SERRA E LULA – em 2002

BNDES LIBERA R$1,2 BI PARA A BRENCO , PRESIDIDA POR REICHSTUL

DEPOIS DA BRENCO, REICHSTUL VAI MANTER CARGO DE CONSELHEIRO PROFISSIONAL

Segundo a Folha apurou, Reichstul será encarregado de resolver os problemas financeiros de algumas empresas da Globopar. Os negócios de TV, rádio e jornais continuam sob o controle direto da família Marinho. A Globo Cabo, a maior operadora de TV a cabo do país, e a Globo.com devem ser as primeiras empreitadas financeiras de Reichstul.

REICHSTUL, EX-PETROBRAS, VAI DIRIGIR REFORMA NAS ORGANIZAÇÕES GLOBO

BB E BNDES AVALIAM MEGA OPERAÇÃO PARA GLOBO

  • FRANCISCO GROOS. No período de julho de 1985 a fevereiro de 1987, ocupou cargos de diretor do BNDES e vice-presidente do BNDESPAR. Deixou o BNDES para assumir a presidência do Banco Central, cargo que exerceu em 1987 e novamente de 1991 até 1992.

No seu segundo período à frente do Banco Central, Francisco Gros foi um dos principais integrantes da equipe econômica que elaborou e conduziu o programa de recuperação e abertura da economia brasileira iniciado em 1991. Conduziu também as negociações que levaram a acordos com o Clube de Paris em fevereiro de 1992 e com o FMI em junho do mesmo ano.

Francisco Gros foi nomeado Presidente do BNDES no dia 24 de fevereiro de 2000, cargo que ocupou até 2002.

Substituiu Henri Philippe Reichstul na presidência da Petrobrás em 2 de janeiro de 2002. Ocupou o cargo até 2 de janeiro de 2003.

Reichstul sai, Francisco Gros entra na Petrobras às vésperas da competição e Eleazar Carvalho assume um cofre de R$ 29 bilhões no BNDES

GOVERNO CONFIRMA QUE FRANCISCO GROOS ASSUMIRÁ A PETROBRAS

O PRESIDENTE DA PETROBRAS, FRANCISCO GROOS, PEITA LULA PARA TENTAR PROVAR QUE CONSTRUIR PLATAFORMAS NA ÁSIA É BOM PARA O PAÍS.

NOMEAÇÃO DE LOBÃO DESENCADEIAMUDANÇASNA PETROBRAS

MIGUEL ROSSETO ASSUME A PRESIDÊNCIA DA PETROBRAS

  • JOSÉ EDUARDO DUTRA .Foi presidente da Petrobrás de 2 de janeiro de 2003 até 22 de julho de 2005.

  • SERGIO GABRIELI. Exerceu o cargo de diretor financeiro e de Relações com Investidores da Petrobras de 1 de fevereiro de 2003 a 21 de julho de 2005, quando foi nomeado Presidente (CEO) da empresa.

José Lima de Andrade Neto assume presidência da Petrobras Distribuidora

“Em evento relacionado às comemorações do Dia Internacional da Mulher, a diretora de Gás e Energia da Petrobrás, Graça Silva Foster, aproveitou um público de mais de 100 pessoas na praia de Copacabana para dar um recado sobre a corrida presidencial. Ela comentou que, este ano, o Brasil conta com mulheres talentosas na disputa do mais alto cargo do governo brasileiro. “E entre elas, uma é certamente a mais talentosa do que qualquer outra que esteja concorrendo”, acrescentou, sem citar nomes.”

“Em tempo: Fica uma triste ressalva. Se o PMDB comandará a BR Distribuidora, comandará também o nosso dinheiro que circula pela BR Distribuidora. E saibam que o indicado, José Lima de Andrade Neto, é ligado a Edison Lobão que, por sua vez, é aliado fraternal de… José Sarney!”

PMDB indica secretário da pasta de Minas e Energia para a BR Distribuidora

Diretora da Petrobrás defende campanha de Dilma


Dirigentes da Petrobras

Conselho de Administração

Dilma Vana Rousseff – Presidente
Guido Mantega – Conselheiro
Silas Rondeau Cavalcante Silva – Conselheiro
José Sergio Gabrielli de Azevedo – Conselheiro
Francisco Roberto de Albuquerque – Conselheiro
Fabio Colletti Barbosa – Conselheiro
Jorge Gerdau Johannpeter – Conselheiro
Luciano Galvão Coutinho – Conselheiro

Diretoria Executiva

José Sergio Gabrielli de Azevedo – Presidente

  • Almir Guilherme Barbassa – Diretor Financeiro e de Relações com Investidores – “Dos 3.997 trabalhadores da Petrobrás que aderiram ao Plano de Incentivo à Demissão Voluntária (PIDV ou PDV), entre 1996 e 1999, pelo menos um foi contratado de volta. Almir Guilherme Barbassa, ex-gerente financeiro da Braspetro, saiu da Baspetro no PDV em 1999 e no mesmo ano foi contratado pela Petrobrás para o cargo de gerente executivo de Finanças. A sua saída e retorno se deram de forma irregular. Hoje, ele é diretor financeiro da Petrobrás. Apesar de o sindicato não ter nenhuma informação de que a empresa esteja voltando com os pedevistas, o caso do diretor Almir Barbassa causa espanto. Até porque, em 2002, o Tribunal de Contas da União (TCU) apresentou um relatório de auditoria sobre os “atos e conseqüentes fatos de gestão praticados no período de janeiro a dezembro de 2001”, identificando tal irregularidade e pedindo providências.”http://www.sindipetro.org.br/101/b1069/s-1069p3.htm
  • Guilherme de Oliveira Estrella – Diretor de Exploração e Produção – A Petrobras está completamente aparelhada por petistas e porisso, hoje ela pertence mais ao PT do que ao povo brasileiro. reajustes de até 90%, entre 2003 e 2007, para a diretoria executiva da estatal. A diretoria é em boa parte loteada entre nomes do PT e do PMDB. Indicado pelo PT, o diretor de Operações e Exploração da empresa, Guilherme de Oliveira Estrella, por exemplo, teve rendimentos aumentados de R$ 368.711,36 em 2003, para R$ 701.764,79 em 2007.”http://comentarios.folha.com.br/comentarios?comment=31777&site=folhaonline&skin=folhaonline

Paulo Roberto Costa – Diretor de Abastecimento
Maria das Graças Silva Foster – Diretora de Gás e Energia
Jorge Luiz Zelada – Diretor da Área Internacional
Renato de Souza Duque – Diretor de Serviços

Conselho Fiscal – Membros Efetivos

Maria Lucia de Oliveira Falcón – Presidente
Marcus Pereira Aucélio – Presidente
Erenice Alves Guerra – Conselheiro
Túlio Luiz Zamin – Conselheiro
Nelson Rocha Augusto – Conselheiro
Maria Lúcia de Oliveira Falcón – Conselheiro

Aí estão alguns textos que encontrei na TEIA CIBERNÉTICA. Realmente confirmei alguns cargos de diretoria exercidos até por ex-estagiárias da empresa, não fico convencido porém  que a máquina da PETROBRAS só extraia o precioso líquido e outros gases… puramente a a partir de decisões amparadas por interesses da empresa e do país. A recém história desta dança das cadeiras mostra o quanto o governos  jogam com esses  cargos de diretoria e presidência das estatais.

BANCO CENTRAL

Presidente do Banco Central: Henrique Meirelles, ex-deputado do PSDB e presidente do BankBoston.


Veja Também:

PARA ONDE FOI A DIVIDA EXTERNA BRASILEIRA?

MARIA LÚCIA FATTORELLI: ” A DÍVIDA EXTERNA NÃO ACABOU”

Jornal dos Cinco

http://www.tvzo.com.br

  1. O que é a TVZO? É um projeto individual ou coletivo?

Quando vislumbrei a possibilidade de disponibilizar conteúdos de  vídeo que já havia coletado em ensaios solitários, parti para uma produção mais efetiva de pequenos clips com  idéias antigas como entrevistas com artistas da região do oeste carioca, cenas do centro do rio de janeiro e material ficcional. Não considero a TVZO um projeto individual, porque se mantem  a partir da expectativa de uma coletividade, tanto é que sua visibilidade na Internet me surpreendeu, em pouco mais de um mês a TVZO “rankiou” a posição de  500.000 – segundo dados da ferramenta ALEXA.COM ( rankiador de sites ). Comparando com os sites locais (portais, classificados, universidades, shoppings, etc) , os mesmos não conseguem atingir a marca de “rankiamento” de 1.300.000 .   Isto mostra que havia uma demanda  por este tipo de conteúdo em vídeo na rede. Além das matérias que eu mesmo produzo, disponibilizo um canal de comunicação chamado “SEU VIDEO” onde recebo indicações de usuários sobre  os vídeos que gostariam de disponibilizar. Esses vídeos , na maioria das vezes, já estão disponíveis no YOUTUBE, tenho recebido também visitas de pessoas que me fornecem material em DVD principalmente com conteúdos locais , shows, antigas apresentações de grupos de teatro da região, etc. O principal facilitador no gerenciamento da TVZO são as parcerias com produtoras, e sites que trabalham com licenciamento CREATIVE COMMONS. A TVZO está “ancorada” na rede BLIP que promove a distribuição de conteúdos ao mesmo tempo em que controla o licenciamento para uso das produções, segundo o CC. Hoje a TVZO não se restringe à Zona Oeste carioca, acessos de todas as partes do país fizeram com que a TVZO ampliasse o foco  geograficamente. Hoje , a TVZO disponibiliza conteúdo também em inglês de forma a se posicionar melhor diante a demanda do “mundo pseudo-globalizado”.

  1. Qual o objetivo desse projeto? Ele é direcionado a que público?

A intenção é didática. Enquanto na TV aberta , regida apenas pelo capitalismo sanguinário (sem a preocupação com o ser humano) , tento sobreviver dentro deste sistema sem abrir mão de recursos financeiros, ou seja, a TVZO gera trabalho/clientes/dinheiro, porém o que vem primeiro é o ser humano. O conteúdo da TVZO flutua entre aquilo  que atrai a grande massa e o que lhe dará formação para a criação do sujeito pensante. Um  exemplo: O carnaval de 2010. Tentei dar voz àquelas pessoas que não são destaques na avenida. Peguei a câmera e parti no sábado de carnaval para a av. Presidente Vargas  no centro do Rio  de Janeiro. Enquanto os retoques finais nos carros alegóricos do Grupo de Acesso eram dados, não havia GLOBO ou BANDEIRANTES para cobrir este espetáculo, dezenas de carros quase prontos a menos de 5 horas do grande desfile, sob um sol de 2 horas da tarde e  lá estava eu a conversar com empreiteiros de carros, empurradores, eletricistas e pintores. Não precisei nem de crachá ! Era um espetáculo!

  1. A TVZO pode ser considerada um espaço democrático para quem quer divulgar projetos sociais? Quais os critérios para a seleção dos vídeos postados no site?

Por vezes penso que esta democracia em que estamos mergulhados não é a que eu queria. Aliás me refiro a ela como uma falsa democracia. Todo mundo pensa que isto é democracia, mais vivemos a beira de um fascismo. Bom mas, qual foi mesmo a pergunta?… O espaço da TVZO é confundido, por alguns , como “ essa TVZO está afim de faturar às minhas custas”, tento ser cuidadoso na hora de dizer que a TVZO é democrática. Tento ser democrático no sentido de ofertar o espaço para conteúdos diversos  sem restrições. Porém, tenho que negociar as parcerias cuidadosamante com os geradores de conteúdo e mostrar as reais intenções  que não são meramente comerciais.

  1. Você Carlos Jorge vê a Internet como um novo espaço social para os jovens hoje? Que consequências esse convívio virtual exagerado vem trazendo para a sociedade contemporânea?

Entendo por espaço (físico) social um monte de gente convivendo harmoniosamente ou não. O que percebo é que o computador e a Internet são oferecidos de uma forma que não promovem esta convivência física. Acompanho o uso do computador e sua inserção em diversas áreas da sociedade a algum tempo, pessoas que tinham 40 anos a dez anos atrás, tinham dificuldades para absorver a nova máquina. As de 40 anos hoje absorvem a máquina através se sites de relacionamento, principalmente ORKUT, acham o  máximo . Os mais jovens o “namoram” pelo FACEBOOK (não mais no banco da praça), usam o MYSPACE e o YOUTUBE para auto-afirmação “logando-se” à tribos virtuais. Os mais jovens ainda, brincam com os joguinhos em rede, sem falar nos consoles do tipo PSP, WII, mas praticmante já nascem sabendo como lhe dar com a máquina. Em comum , todos acham que estão usando o computador e não computador os usando, eles estão inseridos digitalmente segundo as regras de mercado…. Sempre vai haver uma grande parcela que não vai sair disso, porém existem também aqueles que produzem algo mais, o que necessitamos é , principalmente, fazer com que as pessoas pensem no que estão fazendo , depois perguntar se elas querem fazer outra coisa além disso, se elas toparem partimos para dar base para que elas se desenvolvam intelectualmente, então sugeriríamos  a leitura de um bom livro (de papel) ou um bom Filme  (no escurinho cinema) e aí começaríamos a conversar ao vivo e a cores. Ah, um dos temas dessa conversa poderia  ser o computador e o seu uso.

  1. Espaço aberto para você mandar uma mensagem para nossos leitores.

A Teoria da Cauda Longa  diz que em se tratando de mídia eletrônica , os pequenos produtores de conteúdo para Internet jamais irão incomodar a grande mídia. Ou seja , a TVZO vai continuar sempre pequena e para poucos enquanto as grandes redes de comunicação serão sempre poucas e para muitos. Através da arte estarei sempre incomodando e cutucando  o próximo (e o distante também) com o intuito de modificar comportamentos valorizando, acima de tudo, a condição humana.

HIERARQUIA

ARTES PLÁSTICAS:

Nelson Leirner e a hierarquia

Sobre a exposição .”Hierarquia”, Paço Imperial, Rio de Janeiro, Brasil-1999

Ao tomar contato com as peças dos diversos artistas convidados por Leirner, defrontei-me de imediato e alternadamente com um sem número de emoções que emergiam vigorosamente a medida que ia caminhando pelos espaços demarcados somente por linhas impressas no chão como se os artistas fossem posseiros daquele espaço. A hierarquia de que fala Leirner realmente se torna parda e se confunde com a falta de necessidade de uma categorização hierarquica pois, no terreno dos sentidos como hierarquizar tantas emoções?

“É o artista quem afetuosamente os retira do limbo onde nossa indiferença os vem depositando, para colocá-los lado a lado, sem estabelecer hierarquia entre eles, sem criar distinção entre os mitos religiosos, os mitos pagãos, as fantasias infantis, os seres provenientes dos reinos animal, vegetal e mineral – todos como lídimos representantes de nós mesmos…”.(Nelson Leirner- em depoimento ao Itau Cultural )

Artistas participantes da exposição HIERARQUIA

Jackson Pollock…….

Ana Laet, Bet Olival, Liliana Ribeiro, Ricardo Ramalho, Gilberto Mariotti, Cristina Duarte, Nathalie Nery, Rafaela Saraiva, Nathalie Nery, Rafaela Saraiva,

Marcel Duchamp…..

Carlos Arouca, Mara Martins,

Joseph Beuys……….

Nelson Leirner

Senti-me à vontade naquele “loteamento” , e quando diante dos “lotes vazios” de Duchamp, Beuys e Pollock me peguei projetando e criando ali os meus próprios Duchamp, Beuys e Pollocks… ( Carlos Jorge )

oficinadocj.wordpress.com

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.